07 de abril

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10/10/19 às 13h19 - Atualizado em 10/10/19 às 13h19

Programa de combate a violência contra mulher é lançado no Paranoá

Todos os equipamentos do Paranoá que podem oferecer cuidado e atendimento às mulheres serão envolvidos no projeto

 

Na ultima terça-feira, para um auditório lotado de moradores da cidade do Paranoá, foi lançado programa Jornada Zero Violência Contra Mulheres e Meninas. O projeto foi idealizado pela Secretária da Mulher, Éricka Filippelli e conta com apoio de diversos órgãos do Governo.

“Precisamos trilhar uma jornada juntos, para combatermos diariamente todos os tipos de violência contra a mulher. O Jornada Zero é um percurso com começo, meio e fim e não aceitaremos nada menos que uma cidade livre de violência doméstica como nossa meta mobilizadora”, disse a Secretária da Mulher Éricka Filippelli.

 

O administrador Regional do Paranoá, Serginho Damasceno, falou sobre a importância de levar esse debate para as regiões administrativas do Distrito Federal. “É chegada a hora de trabalhar pela vida das mulheres da nossa cidade”, pontuou.

A delegada-chefe da 6ª Delegacia de Polícia, Jane Klebia, falou da importância do Jornada, que, segundo ela, é uma pedra inicial na construção de um movimento que busca a justiça, o respeito e a vida plena para as mulheres. “Precisamos juntar forças para levar o discurso de enfrentamento à violência contra as mulheres para toda a sociedade”, afirmou.

O programa Jornada Zero Violência criado pela Secretaria da Mulher em parceria com o Fundo de Populações da ONU, que tem como finalidade a mobilização da sociedade e a articulação de toda a rede de enfrentamento para o combate ao feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres e meninas.

O Jornada Zero apresenta uma meta ousada quando se refere ao “Zero”, justamente para reforçar que esse é um marco mobilizador que o Governo e toda a sociedade precisam perseguir, já que estamos falando de mortes violentas de mulheres pelo simples fato de serem mulheres.

De 2015 a dezembro de 2018, de todas as vítimas de feminicídio, 72,8% não procuraram os equipamentos do Governo. 84% dos casos de feminicídio ocorreram dentro da residência das vítimas. No Paranoá, de janeiro a julho de 2019, foram registradas 277 denúncias. 

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